Nesta exposição você confere 18 obras premiadas do artista. Clique em cada uma delas para acessar os detalhes, todas contam com player para as audiodescrições.
Cores, diferentes cenários e 18 obras premiadas aqui representadas: Marcelo Schimaneski fala tão alto que podemos ouvi-lo a partir de seus trabalhos.
Inserida na tradição da arte Naïf, sua produção não se submete a regras acadêmicas, tampouco aos modismos do tempo presente, mas emerge da experiência vivida, da memória e da necessidade vital de expressão, característica essencial dessa vertente artística que atravessa o tempo como uma prática resistente. A livre expressão se apresenta como linguagem acessível dentro do universo do criar.
Em uma era em que a reprodutibilidade técnica e a inteligência artificial tensionam os modos de criação, Marcelo (r)existe com autenticidade. Sua base de dados não está nos algoritmos, mas na vida: no corpo que luta, que se adapta, que reinventa possibilidades e transforma limites em linguagem. O que torna Marcelo Schimaneski ímpar e imprescindível é uma trajetória marcada pela ressignificação.
Nas obras do artista, encontramos cenas que escapam ao olhar comum: as Indústrias Wagner, a Feira do Produtor, o Ponto Azul, o Iate Clube. Paisagens do passado ou cotidianas que, sob sua perspectiva, se tornam narrativas visuais carregadas de afeto, memória e pertencimento. A arte Naïf, ao valorizar o olhar autodidata e a liberdade temática, encontra aqui sua potência máxima, uma pintura que não representa apenas o mundo, mas o reinterpreta a partir de uma vivência singular.
Seus traços e pinceladas são marcados pela mobilidade possível de um corpo que insiste. Um corpo que, mesmo atravessado por limitações físicas, constrói uma técnica própria, adaptando gestos, virando telas, reinventando processos. Há, em sua obra, uma dimensão profundamente sensorial e política: tornar o mundo acessível por meio da arte, convidando o público a um degustar sensível de imagens que nascem da experiência vivida.
Marcelo Schimaneski não apenas produz imagens, ele afirma uma existência. Sua obra desloca o olhar do espectador, rompe com estigmas e reafirma a arte como espaço de autonomia, resistência e reconhecimento. Assim como a própria arte Naïf, sua produção se fortalece em todos os climas, sendo livre, potente e profundamente humana.
Texto curatorial: Natasha Dias
Artista: Marcelo Schimaneski
Consultora em audiodescrição: Joselba Aparecida da Luz Fonseca
Consultora em acessibilidade: Helena Cristina Pereira Jorge Bronholo Portela e Suzana Abreu Portal
Produção executiva: ABC Projetos Culturais
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