Obras premiadas

Nesta exposição você confere 18 obras premiadas do artista. Clique em cada uma delas para acessar os detalhes, todas contam com player para as audiodescrições.

Pintura naïf de Marcelo Schimaneski intitulada "Brejo das Borboletas". Paisagem rural com brejo central repleto de aves aquáticas brancas, cavalos, vacas, plantações de milho, casas ao fundo e rica vegetação típica do campo paranaense.

Brejo das Borboletas

Pintura naïf de Marcelo Schimaneski intitulada "Casa Branca da Vó Maria". Cena rural com casa branca central, araucárias altas, flores coloridas, animais domésticos, trabalhadores no quintal e vegetação exuberante ao fundo.

Casa Branca da Vó Maria

Pintura naïf de Marcelo Schimaneski intitulada "Cidade Agitada". Cena urbana movimentada com rua larga, ônibus laranja, carros antigos, pedestres nas calçadas e prédios coloridos em rosa, azul e amarelo ao longo da avenid

Cidade Agitada

Pintura naïf de Marcelo Schimaneski intitulada "Colhendo Uva". Cena rural com casa de fazenda branca, jardim florido, vacas, cavalos com carroça, trabalhadores colhendo e crianças brincando no campo.

Colhendo Uva

Pintura naïf de Marcelo Schimaneski intitulada "Colônia Polonesa". Cena de vida rural com casas de madeira coloridas, mulheres lavando roupa, horta, animais domésticos, araucária e plantações no horizonte.

Colônia Polonesa

Pintura naïf de Marcelo Schimaneski intitulada "Derrubando a Floresta ou Derrubando o Gigante". Cena rural com fazenda, vacas, porcos, pássaros, vegetação exuberante, lago e trabalhadores no campo sob céu azul claro.

Derrubando a Floresta ou Derrubando o Gigante

Pintura naïf de Marcelo Schimaneski intitulada "Feirinha". Feira de produtores ao ar livre com barracas de lona azul e branca, feirantes, frutas e verduras expostas, ônibus, kombi e carros coloridos ao redor.

Feirinha

Pintura naïf de Marcelo Schimaneski intitulada "Festa de São João". Festa junina noturna com multidão, bandeirinhas coloridas, barraquinhas, igreja branca iluminada, araucária e lua cheia sob céu estrelado azul.

Festa de São João

Pintura naïf de Marcelo Schimaneski intitulada "Iate Clube". Vista panorâmica de cidade com lago, trem vermelho, casas coloridas, araucárias, tucanos e o clube de barcos à beira d'água em primeiro plano.

Iate Clube

Pintura naïf de Marcelo Schimaneski intitulada "Indústrias Wagner". Vista de complexo industrial amarelo com chaminé soltando fumaça, caminhões, carros antigos e trabalhadores em avenida movimentada com morros ao fundo.

Indústrias Wagner

Pintura naïf de Marcelo Schimaneski intitulada "O Lixão". Cena urbana crítica com catadores, lixo espalhado, trator amarelo, caminhão de entulho e um cão branco em primeiro plano, cercados por vegetação ao fundo.

O Lixão

Pintura naïf de Marcelo Schimaneski intitulada "O Sabiá". Cena rural com casas brancas, roupas coloridas no varal, vacas, galinhas, riacho, araucárias e pássaros voando sob céu azul.

O Sabiá

Pintura naïf de Marcelo Schimaneski intitulada "Pesque e Pague". Cena rural com lago central cercado por vegetação exuberante, vacas, porcos, galinhas, pescadores à beira d'água, casas ao fundo e araucárias ao horizonte.

Pesque e pague

Pintura naïf de Marcelo Schimaneski intitulada "Ponto Azul". Cena urbana retrô com ônibus amarelos lotados em um ponto de parada, pedestres nas calçadas, prédios comerciais coloridos e um carro antigo preto em primeiro plano.

Ponto Azul

Pintura naïf de Marcelo Schimaneski intitulada "Recanto Bela Vista". Paisagem rural com campos de girassóis amarelos, casas coloridas, uma pequena igreja branca, vacas pastando e morros cobertos de vegetação ao fundo.

Recanto Bela Vista

Pintura naïf de Marcelo Schimaneski intitulada "Resistindo a Modernidade". Cena urbana movimentada com rua cheia de pedestres, ciclistas, carros e ônibus, cercada por prédios e casas coloridas, com símbolos de acessibilidade visíveis no chão.

Resistindo a Modernidade

Pintura naïf de Marcelo Schimaneski intitulada "Um Belo Lugar". Cena rural com casas coloridas, cavalos, vacas, galinhas e plantações em tons de verde e amarelo, sob céu azul com montanhas ao fundo.

Um Belo Lugar

Cores, diferentes cenários e 18 obras premiadas aqui representadas: Marcelo Schimaneski fala tão alto que podemos ouvi-lo a partir de seus trabalhos.

Inserida na tradição da arte Naïf, sua produção não se submete a regras acadêmicas, tampouco aos modismos do tempo presente, mas emerge da experiência vivida, da memória e da necessidade vital de expressão, característica essencial dessa vertente artística que atravessa o tempo como uma prática resistente. A livre expressão se apresenta como linguagem acessível dentro do universo do criar.

Em uma era em que a reprodutibilidade técnica e a inteligência artificial tensionam os modos de criação, Marcelo (r)existe com autenticidade. Sua base de dados não está nos algoritmos, mas na vida: no corpo que luta, que se adapta, que reinventa possibilidades e transforma limites em linguagem. O que torna Marcelo Schimaneski ímpar e imprescindível é uma trajetória marcada pela ressignificação.

Nas obras do artista, encontramos cenas que escapam ao olhar comum: as Indústrias Wagner, a Feira do Produtor, o Ponto Azul, o Iate Clube. Paisagens do passado ou cotidianas que, sob sua perspectiva, se tornam narrativas visuais carregadas de afeto, memória e pertencimento. A arte Naïf, ao valorizar o olhar autodidata e a liberdade temática, encontra aqui sua potência máxima, uma pintura que não representa apenas o mundo, mas o reinterpreta a partir de uma vivência singular.

Seus traços e pinceladas são marcados pela mobilidade possível de um corpo que insiste. Um corpo que, mesmo atravessado por limitações físicas, constrói uma técnica própria, adaptando gestos, virando telas, reinventando processos. Há, em sua obra, uma dimensão profundamente sensorial e política: tornar o mundo acessível por meio da arte, convidando o público a um degustar sensível de imagens que nascem da experiência vivida.

Marcelo Schimaneski não apenas produz imagens, ele afirma uma existência.     Sua obra desloca o olhar do espectador, rompe com estigmas e reafirma a arte como espaço de autonomia, resistência e reconhecimento. Assim como a própria arte Naïf, sua produção se fortalece em todos os climas, sendo livre, potente e profundamente humana.

Texto curatorial: Natasha Dias

Artista: Marcelo Schimaneski

Consultora em audiodescrição: Joselba Aparecida da Luz Fonseca

Consultora em acessibilidade: Helena Cristina Pereira Jorge Bronholo Portela e Suzana Abreu Portal

Produção executiva: ABC Projetos Culturais

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